5 cenas espetaculares em filmes ruins de super-heróis

5 cenas espetaculares em filmes ruins de super-heróis

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5. Salvando um avião cadente em Superman Returns

Super man

Superman Returns também é ruim por diversas razões, (como desperdiçar o talento de Kevin Spacey pra Lex Luthor com um plot descabido), mas se vamos direto ao ponto de falar sobre a cena boa deste filme, então vamos:

A beleza da cena inteira está na maneira como os poderes do Superman não parecem suficientes pra lidar com a situação toda de maneira segura. Mesmo com superforça, o avião gira e gira e vai caindo. Se ele botar força demais, amassa e destrói o avião. Se colocar de menos, o avião simplesmente continua girando. Mesmo tendo o poder, não fazemos ideia do que ele vai fazer pra deter a queda, e quanto mais perto o avião chega do chão, mais o desastre parece iminente, com as asas da fuselagem do avião explodindo em bolas de fogo.

Existe uma certa beleza na cena onde o avião sai da atmosfera por alguns instantes e a trilha sonora do filme inteiro  desaparece – dando aquela sensação sufocante e aterrorizante de flutuar no espaço, pra então cair bruscamente de volta ao suspense e ao movimento.

Então o Homem-de-Aço dá um jeito de pousar o avião são e salvo no meio de um estádio cheio de gente e a galera vai à loucura com aplausos.

https://www.youtube.com/watch?v=-7LwYWinYdQ

Bônus para fúria nerd: a razão pela qual O Homem de Aço de Zack Snyder é ruim e a razão pela qual essa cena de Superman Returns é boa é a mesma: A Warner Bros. deve ter pensado: “Fazemos um filme do Superman bobão que não bate em ninguém, salva a cidade e o pessoal não gosta. Então que tal um filme onde o Superman bate em todo mundo e destrói a cidade? Legal! Ei, alguém ligue pra aquele carinha que fez Suckerpunch!”

4. Hulk (de Ang Lee) esmagando tanques de guerra

Hulk

A maioria das pessoas concorda que O Incrível Hulk, com Edward Norton, é o mais divertido dos filmes recentes  do Hulk. A razão disso tem a ver com as expectativas de filmes de super-heróis. Mas o filme de Ang Lee não é sobre um super-herói, mas sobre um cientista deformado com graves problemas mentais de personalidade dissociativa. Quando você tem uma história assim por mais de 2h – mais cachorros mutantes – e aquela atuação tosca de Nick Nolte, você vê claramente onde este filme falhou em aumentar as vendas das lancheiras, bonecos e cadernos com capa dura pra Marvel. Mas ao mesmo tempo, também é uma das versões mais fieis ao conceito de Hulk como monstro que já foram feitas. Enquanto o Hulk de Edward Norton é um filme onde o herói tem um problema mais relacionado ao controle da raiva – o Hulk de Ang Lee tem de lidar com o controle de outra pessoa inteiramente diferente que coexiste com ele no seu corpo.

Veja esta cena:

Este Hulk é barulhento, bulboso e infantil. Você pode realmente ver os músculos se alterando e transformando enquanto a fúria dele aumenta. Este é um monstro descontrolado, uma ameaça – e não um superpoder difícil de manejar pelo herói. É uma diferença sutil entre ser uma pessoa usar uma coisa perigosa e ser uma pessoa perigosa.

3. Hal Jordan invoca o lema da Tropa dos Lanternas Verdes

Lanterna

Todo mundo odeia esse filme – e a maioria dos fãs encontra conforto fazendo de conta que esse filme não aconteceu. Tudo a respeito dele irrita profundamente qualquer fã do herói cósmico da DC Comics – o design, o screenplay, os buracos no plot. O coitado do Ryan Reynolds fez o que pode pra carregar o filme, mas fica difícil quando você tem de atuar peladão interagindo com um fundo verde. (Seth Lockhart fez ainda melhor interpretando um Sinestro formidável, treinando Hal e tudo o mais, mas o que nós queríamos realmente ver era o Sinestro vilão, e não o Sinestro treinador).

Na batalha final contra Parallax – que neste filme se resume a um imenso peido amarelo espacial gigantesco feito de medo – temos aquele momento em que o monstro está zombando de Hal, no momento do iminente fracasso do herói. E nesta hora escura, o Lanterna Verde encontra sua força recitando aquelas palavras que muitos nerds carregam com orgulho na memória:

https://www.youtube.com/watch?v=ax0f8UXXROA

O momento nerd de “Sim, eu posso” é tão bom que até entra em dissonância com o resto do filme ruim que o cerca. Chega a ser constrangedor de tão inadequado. Uma vergonha que essa cena, tão boa demais pra este filme, tenha acontecido nele e não num vindouro BOM filme do Lanterna Verde. E pra quem manja dos animes, ver Hal furando Parallax  com uma broca não deixa de parecer uma referência a Tengen Toppa Gurren Lagann, cuja tema é – novamente – enfrentar o medo e realizar proezas fantásticas manejando uma fonte de energia cósmica aparentemente baseada na força de vontade.

2. Tocha Humana versus Surfista Prateado em Quarteto Fantástico 2

surfista

Ninguém está dizendo que os filmes do Quarteto Fantástico são bons. Mas como a Fox decidiu transformar o Dr. Destino num ridículo troll de Internet no vindouro reboot dark & gritty, (como se essa fórmula pudesse dar certo pra qualquer personagem que não seja o Batman), esses filmes “antigos” já parecem um pouco melhores. Claro, nós não esquecemos que eles arruinaram o Dr. Destino (derrotado por um hidrante) e Galactus (reimaginado como OUTRO “peido amarelo espacial gigantesco feito de medo”). Ainda assim eles deram um jeito de fazer pelo menos um personagem direito: o Surfista Prateado.

Um careca prateado pelado numa prancha de surfe, totalmente alienígena, mas com uma dor e um pathos cativante que o torna bom em circunstâncias impossíveis. Trazido à vida por Doug Jones (cujos amigos chamam de “um Andy Serkis alto e magro”), este Norrin Radd é o mais próximo que chegaremos de uma boa adaptação pro personagem para o cinema – até os direitos voltarem pra Marvel, eu espero. Veja esta cena:

1. O nascimento do Homem-Areia em Homem-Aranha 3

areia

Se Lanterna Verde é meu inimigo mortal, Homem-Aranha 3 é tipo aquele amigo desengonçado que vive vacilando, mas que a gente não consegue realmente odiar porque ele de vez em quando acerta uma ou outra. Coisas como “Emo-aranha” com aquela dancinha ridícula ou Harry Osborn como um Duende Verde amigo do Aranha é o tipo de coisa que me faz levantar os ombros e fazer de conta que não aconteceu.

O primeiro filme nos comove e impressiona (até porque foi um dos primeiros filmes de super-herói da nossa geração), e o segundo filme nos diverte absurdamente pelo excelente Dr. Octopus do Alfred Molina, mas este terceiro errou feio em tantas coisas que acabou com a franquia.

Mesmo com tudo isso, Homem-Aranha 3 tem essa cena: comovente, sincera, triste e uma maravilha de CGI. Esta cena levou 3 anos pra ser desenvolvida. Três anos inteiros dedicados a estudar areia e construir algoritmos para a maneira como areia se comporta. Isso é que é show business.

Fonte:Dorkly Bits

Imagens e vídeos: Divulgação

Edição: Eduardo Janibelli