What’s Wrong?

What’s Wrong?

608
0
COMPARTILHE

2016 não vêm sendo um ano fácil pra a galera que acompanha o mundo do Kpop, em especial para os fãs de Girlgroups mas não apenas estes. Do inicio do ano pra cá, as notícias de Disbands tem surpreendido (ou não) muitos de nós. Mas afinal, o que há de errado com o Kpop de uns tempos pra cá?

Antes de iniciar de fato meu texto, eu gostaria de deixar claro que esta é apenas a minha opinião, meu ponto de vista pessoal a respeito das situações que serão aqui citadas por mim. Ok?!

Kara, Miss A, 2ne1, 4Minute, o que estes grupos tem em comum? Fama, hits dançantes, moças bonitas e disband. Calma, ainda não precisa me tacar pedra. Eu não estou fazendo piada da situação (Eu sou Cassiopeia! Lembrem-se disso.). Esta bendita palavra tem sido mais presente no nosso dia a dia como kpoppers do que gostaríamos e infelizmente, parece estar só começando.

A indústria do Kpop como conhecemos hoje, é um indústria relativamente nova, contabilizando em média seus vinte e tantos anos. Atualmente a quantidade de grupos em atividade é enorme, debuts acontecem praticamente todos os meses e a quantidade de empresas de entretenimento voltadas ao Kpop mais do que triplicou em comparação, por exemplo, a 2008. O mercado é acirrado e cada vez as empresas se preocupam mais em lançar novos grupos para competir neste mercado do que em investir na qualidade de grupos já existentes.

É mais vantajoso pensar no imediato do que construir algo duradouro e desta forma, os grupos da segunda geração* perdem bastante de seu espaço e ao meu ver, as empresas não estão sabendo equilibrar e administrar as coisas.

Para explicar melhor pra vocês o meu ponto de vista, tomarei como exemplos as situações de dois dos grupos que citei acima.

Acredito que seja bem simples pois o caso é escancarado e só não entende quem realmente não quer entender. Grupo mais do que consolidado no Kpop, referência entre girlgroups, o 2ne1 sofreu uma baixa este ano e está sinceramente fadado ao disband total. A saída de Minzy expressa uma situação vivida não somente pelo 2ne1 mas por grande parte dos grupos em atividade: O preferencialismo (essa palavra existe?) das empresas.

Indústria é lucro e na geração do consumo imediato e descartável, a preocupação das empresas passa longe de qualidade vocal, técnica e afins. O tempo de preparo de rookies foi bastante reduzido se comparado a grupos mais antigos e o ritmo de produção das músicas e MV’s é frenético. Então, no fim das contas, não importa se tal integrante do grupo é o melhor dançarino, se aquela guria manda muito bem no rap ou se o/a vocalista tem o timbre de voz de um anjo a afinação perfeita e o máximo de controle respiratório. Há de se sobressair aquele que for capaz de prender a atenção do público com mais facilidade. Que conseguir ser o centro das atenções e o alvo dos likes e comentários.

E exatamente na intenção de explorar isso, as empresas pesam a mão na exposição de determinados membros (seja com solos e afins ou simplesmente dando a eles mais destaque dentro dos próprios grupos) e deixam a desejar no cuidado com o grupo em si. Que atire a primeira pedra quem nunca chamou o 4minute de “o grupo da HyunA”.

Contratos chegando ao fim, membros que não renovam e apenas aquela que costumava ter destaque permanece na empresa. Coincidência? Claro que não. Que me perdoem os fãs mais afeiçoados mas, mercadologicamente para a CUBE Entertainment, ter o 4minute ou não, não faz diferença desde que eles possam manter os solos de HyunA. E você pode me dizer “Mas Duh, eles sofreram uma queda enorme nas ações com o anúncio sobre o grupo”, essa queda provavelmente nem dura até o comeback dela. Triste, porém… Ops, acho que eu já vi esse filme antes. Fin K.L.?

É difícil saber ao certo o que acontece nos bastidores e como funcionam de fato as relações dentro de um grupo. Mas ninguém gosta de ser deixado de lado enquanto o coleguinha do grupo recebe todas as atenções, certo?! E algumas empresas tem se tornado verdadeiras especialistas em provocar esse tipo de sentimento.

De mais a mais, o tal “preferencialismo” acaba sendo somente um dos diversos fatores que resulta em disband. A forma frenética como tudo acontece potencializa o fator competitivo: Não existe segunda chance! Ou faz sucesso no primeiro single, ou cai fora! Ou consegue ultrapassar o sucesso do solo/unit, ou bye bye!

*As gerações no Kpop mudam a cada quatro/cinco anos (com exceção do que se considera primeira geração que não tem um início propriamente definido).

Convencionando que se tenha se iniciado em 1998, a primeira geração engloba grupos que debutaram até o ano de 2002. A segunda, de 2003 a 2007. Terceira, de 2008 a 2012 e a quarta, na qual estamos, de 2013 a 2017.

Por hoje é isso! Daqui duas semanas eu estou de volta (espero que sem nenhuma novidade desse tipo) so… tto bwayo! (^u^)/